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  • O Namoro e Noivado Segundo a Bíblia

    Publicado por Pr. Marcos Freire

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    Os dias são difíceis! O que é certo parece errado e o errado parece certo. Com o namoro não é diferente. Os problemas que diariamente enfrentamos sobre o assunto, revelam na sua grande maioria, pais e filhos despreparados. Por que este despreparo? As livrarias evangélicas não estão abarrotadas de livros sobre o assunto? O que está acontecendo? É simples, falta orientação bíblica sobre o assunto, para que pais e filhos se portem dentro da vontade de Deus. Por isso, o meu objetivo, é fornecer a fundamentação e perspectiva bíblica sobre o namoro, preparando-os para os passos corretos, com um foco acertado e de um modo que honre e glorifique a Deus.


    Inicialmente, levanto quatro questões para entender o assunto da perspectiva bíblica:

    Primeiro: Você já encontrou na Bíblia a palavra cigarro ou tabaco, que é considerada uma droga lícita?  É claro que não. Certamente, também não encontrou o nome de drogas ilícitas: “maconha, cocaína, LSD, heroína, ecstasy e crack”.  Então, por que a certeza que o uso dessas substâncias, quer orgânicas ou sintéticas, é pecado?

    Segundo: Você já encontrou no livro de Ester o nome de Deus? Você não encontrará. Mas, embora o nome de Deus não seja ali mencionado, o livro, evidentemente, tem o intuito de dar uma vívida demonstração de como a providência de Deus opera entre os homens, podendo reverter qualquer situação difícil.  

    Terceiro: Você já encontrou na Bíblia a palavra namoro? Você não encontrará. Porém, encontrará nos ensinos da ética-cristã, instruções claras de como deve ser o relacionamento de um homem e uma mulher (ética: “ciência da moral; disciplina que tem por objeto de estudo os julgamentos de valores na medida em que estes se relacionam com a distinção entre o bem e o mal, entre o certo e o errado).

    Quarto: Você conhece essa música? “Deixa que digam, que pensem, que falem; deixa isso pra lá, vem pra cá, o que é que tem? Eu não estou fazendo nada, você também. Faz mal bater um papo assim gostoso com alguém?”. Essa música é antiga, então, não me surpreende o fato de muitos não a conhecerem, mas, ela expressa a visão pela qual o mundo enxerga um relacionamento a dois. O importante é curtir o momento e as sensações de uma relação emocional e física com alguém que me atrai. Não devo pensar nas conseqüências, apenas deixar o clima rolar e ver no que dá. Infelizmente, essa visão distorcida não é exclusividade de descrentes ou não cristãos. Muitos cristãos demonstram imaturidade espiritual e emocional, ao iniciarem e até ao terminarem um relacionamento de namoro. Bem destacou Jayro Cáceres: “A nossa cultura tem torcido os valores bíblicos. As palavras “curtir” e “aproveitar” têm substituído a palavra “preparar”. Isso revela, de modo profundo, como há uma carência séria e triste, da compreensão bíblica do que o namoro realmente significa e qual o seu propósito”.

    Que bom que você já chegou até este ponto na sua leitura. Agora, espero que você entenda e aceite alguns princípios orientadores que darei sobre o namoro:

    Cristão ou evangélico se tornaram termos tão gerais, que é necessário conhecer bem a pessoa, antes de cultivar um relacionamento afetivo, em que se abra o coração ao outro.

    É muito importante a pessoa avaliar se o outro pensa de modo concorde a respeito de várias questões muito importantes:  “O que meu pretendente pensa a respeito de Deus, doutrinas da fé cristã, vida de devoção pessoal e comunitária, vida familiar, situações de conflito, trabalho e amigos”. Certamente, o que ele ou ela pensa, é muito importante para se dar um passo na direção de um namoro e casamento. Busque discernimento = “Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus; mas todo espírito que não confessa Jesus não procede de Deus. Esse é o espírito do anticristo, acerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo. Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo”. (1 João 4.1-3)

    O namoro deve ocorrer apenas no contexto entre pessoas da mesma fé!

    “Não se ponham em jugo desigual com descrentes. Pois o que têm em comum a justiça e a maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas? Que harmonia entre Cristo e Belial? Que há de comum entre o crente e o descrente? Que acordo há entre o templo de Deus e os ídolos? Pois somos santuário do Deus vivo. Como disse Deus: “Habitarei com eles e entre eles andarei; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”. (2 Coríntios 6.14-16) A visão neste texto é nítida e não dá margem para erros: “justiça ou iniqüidade, luz ou trevas, Cristo ou o Maligno, crente ou o incrédulo, Deus ou ídolos!”. Portanto, as Escrituras afirmam claramente que um cristão não deve nem considerar um cônjuge incrédulo. Muita dor pode ser evitada quando o crente decide se submeter fielmente a Deus nessa área. Um relacionamento íntimo com um incrédulo implica em deixar a visão bíblica de vida cristã e adotar a cosmovisão do namorado (a), que está completamente distante de Deus e morto espiritualmente em seus pecados = “Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência. Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira”. (Efésios 2.1-3)

    O namoro cristão deve ocorrer no contexto de um desenvolvimento da maturidade cristã!

    “Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função” e Colossenses 3.16 “Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração”. (Efésios 4.15-16). Ser crente é algo mais que confessar uma religião. É também algo mais que ser membro de uma igreja. Ser crente é um estilo de vida em Jesus Cristo. Na prática, significa que você ama a Jesus e está pronto a depender Dele, mais do que do seu namorado ou namorada.

    O namoro cristão deve florescer dentro de afinidades cristãs e teológicas!

    “Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem defender-se. Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade. Se um reino estiver dividido contra si mesmo, não poderá subsistir. Se uma casa estiver dividida contra si mesma, também não poderá subsistir”. (Eclesiastes 4.12; Marcos 3.24,25) Deus deve estar no centro do seu namoro, ter o primeiro lugar. Quando Ele está presente na vida e namoro dos dois, será muito difícil o rompimento desse namoro.

    O namoro cristão precisa visar objetivos futuros em comum!

    “Como duas pessoas andarão juntas se não estiverem de acordo?” (Amós 3.3). Unir-se significa andar na mesma direção. Duas pessoas muito diferentes podem ter um casamento maravilhoso, mas há alguns aspectos básicos em que o acordo é necessário para que um homem e uma mulher possam se unir um ao outro. Planos como futura profissão ou ministério, estilo de vida, entre outros, precisam ser avaliados com cuidado e ser percebido até que ponto um se adapta ao plano e projeto do outro e está disposto a seguir com o relacionamento nas condições conversadas.

    É imprescindível que as duas pessoas que pretendem iniciar um namoro na direção de um casamento, estejam crescendo na sua fé pessoal com Cristo e juntamente com a igreja, como comunidade!

    Tanto o texto de Efésios como o de Colossenses que abordam a questão do casamento, a inserem dentro de um contexto de vida espiritual frutífera tanto pessoalmente como em comunidade: "Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor. Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito, falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor, dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo. Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor,  pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos. Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e para apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável. Da mesma forma, os maridos devem amar cada um a sua mulher como a seu próprio corpo. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo.  Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja, pois somos membros do seu corpo. “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne.” Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja. Portanto, cada um de vocês também ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher trate o marido com todo o respeito”. (Efésios 5.15-33 Colossenses 3.12-19)

    Espero que você aplique na sua vida esses princípios orientadores que a Palavra de Deus nos dá. Fazendo isso, ficará bem mais fácil entender, que o namoro cristão tem que ter propósitos e delineadores claros:

    O namoro deve visar à glória de Deus = “Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai. Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus. Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre. Amém!”. (Colossenses 3.17; 1Coríntios 10.31; Romanos 11.36).

    O namoro precisa ser uma caminhada rumo à imagem de Cristo = “Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função”. (Romanos 8.29; Efésios 4.15-16).

    Um namoro que honra a Deus, sem dúvida, visará o casamento = Deus não criou o namoro em si, mas o casamento. A afeição compartilhada por um casal só tem sentido quando busca a lealdade e a intimidade profunda no casamento. Qualquer relacionamento que fuja disso é brincar com os sentimentos alheios, é fraude, é farsa: “O amor é paciente, bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa, não dominado pela paixão de desejos desenfreados, como os pagãos que desconhecem a Deus. Neste assunto, ninguém prejudique seu irmão nem dele se aproveite. O Senhor castigará todas essas práticas, como já lhes dissemos e asseguramos”. (1 Coríntios 13.4-5; Filipenses 2.3-4; 1 Tessalonicenses 4.3-6)

    Quando estes delineadores e propósitos são bem claros na vida de solteiros, pode ter certeza, você saberá conduzir um namoro agradável a Deus = “Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês”. (Romanos 12.1).

    Estamos caminhando para a reta final e é possível que você já esteja namorando. Por isso, peço que você faça o test drive do seu namoro. Preste muita atenção: “eu disse test drive do seu namoro”, não é para fazer test drive da sua namorada ou namorado.

    Teste da resistência... Se o seu namoro só traz ansiedade, depressão e tensão, repensem o futuro com ele ou com ela. Se vocês quando se encontram, há muita tensão e a despedida é de depressão, e há muita tristeza, pare! Porque a paixão sufoca, mas o amor vitaliza.

    Teste da orientação... Paixão (que é um amor infantil) é irracional; paixão é preocupação em demasia. Mas, o verdadeiro amor não exclui as outras pessoas do círculo, são vocês e os outros.

    Teste do hábito... O amor verdadeiro ajuda a aceitar as diferenças e qualidades indesejáveis. Alguém disse de um modo muito interessante:  "Quem está apaixonado nem celulite vê". Mas não é assim, não: quem ama vê, e aceita; quem ama sabe que há um defeito nele ou nela, e mesmo assim o aceita porque reconhece que o casamento vai melhorar. Não é ser "missionário" para tentar mudar hábitos e coisas terríveis, não. Uma bobagenzinha para a qual podemos fechar os olhos, não há muito problema, não. O caso, porém, é que a paixão não vê defeitos.

    Teste do ciúme...  A paixão é possessiva, mas o verdadeiro amor confia e é seguro dos seus sentimentos.

    Teste do resultado... O amor verdadeiro faz surgir o mais elevado e o mais nobre no indivíduo. A paixão é especialmente negativa.

    Teste do tempo... O tempo fortalece o amor, mas sepulta a paixão, e, pior ainda, às vezes sepulta o apaixonado.
    Há mais uma questão que é fundamental na escolha da pessoa certa: “Veja como ele ou ela trata as pessoas de sua própria família. A primeira epístola de Timóteo capitulo cinco versículo oito diz: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel.” O respeito pela família é algo fundamental para você ver o caráter da pessoa com a qual você está se relacionando. Quer saber como seu namorado ou namorada vai tratar você no casamento? Veja como ele ou ela trata a própria mãe e o pai. Se seu namorado ou namorada não respeita ao menos os pais, que é ordenado pelas Escrituras, como então vai obedecer a ordem de amar sua esposa ou esposo? Se seu namorado ou namorada é uma pessoa que mente para seus pais, certamente mentirá para você também; Se ele ou ela é uma pessoa que grita com os próprios pais, certamente faltará com delicadeza para com você. Esses são os pontos mais importantes para sua escolha. Espero que já tenha aberto muito os seus olhos quanto ao caminho que você deve seguir ou deixar de seguir. Mas, se ainda há duvidas, essas perguntas podem ajudar você que já namora ou ainda está na busca:

    * A pessoa tem atitudes cristãs quando está entre amigos não-cristãos? É bondosa?
    * É educado (a)?
    * Como te trata após alguma falha sua?
    * Te perdoa ou guarda rancor?
    * Como reage aos problemas que a vida traz?
    * É um companheiro (a) agradável de se estar perto?
    * É amigo (a)? É briguento (a)?
    * É sensível?
    * Demonstra consideração pelos seus problemas?
    * Já pensou sobre o casamento de vocês?
    * Como ele (a) lida com dinheiro? É para os dois?

    Agora que você respondeu todas essas perguntas, espero que muita coisa tenha mudado dentro de você. Portanto, não tenha medo de tomar suas decisões, e não esqueça, esperar em Deus nunca foi uma má idéia, deixe que Deus te de discernimento do que fazer.

    Antes de namorar: Orar a Deus para que o coração não se enamore pela pessoa errada. Procure alguém que confesse a mesma fé e não despreze os conselhos dos pais.

    Durante o namoro: Ter uma vida de oração, leitura e aplicação da Palavra de Deus. Participar de todos os eventos possíveis programados para os jovens da igreja. Observar horário e dias do namoro. Evitar ficar a sós ou em local suspeito. Não conversar sobre quaisquer assuntos que despertem a libido: “Moças e rapazes antes da conversão, podem ter tido um namoro onde perderam a virgindade e, muitas moças querendo ser honestas, revelam esta situação para o namorado, sem levar em conta, que esta abrindo uma porta larga para que caiam em pecado. Essa situação só deve ser compartilhada quando se tem certeza do casamento e que ambos na maturidade cristã, estão preparados para entender que em Cristo somos novas criaturas: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (2 Coríntios 5.17). Há casos, que um acompanhamento pastoral para tratar dessas áreas é indispensável”. Não se expor com assuntos que possam deixar desconfortável caso o namoro termine. Solicitar ajuda aos pais ou preposto, ou o pastor responsável para assuntos de difícil decisão. Ser fiel e amar sinceramente: “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas”. (Filipenses 4.8). Só proceder de forma exemplar para o mundo: “Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens. Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte”. (Mateus 5.13,14). Só trate de assuntos relativos ao noivado quando estiverem certos da decisão de casar.

    Caso termine o namoro: Não comente com terceiros sobre o namoro. Não divulgue defeitos. Continuem amigos e mantenham o respeito como da forma anterior. O período de namoro é visto pela sociedade como um compromisso menos relevante do que o noivado; o que pode ser conferido ao observar a pouca repercussão resultante do seu fim. Portanto, o casal não deve continuar, se perceber que não tem motivação. Por questões que envolve caráter, integridade, principios e testemunho cristão, não se envolva com outra pessoa logo após o rompimento do compromisso anterior: “Afastem-se de toda forma de mal”. (1 Tessalonicenses 5.22) O seu compromisso pode ter terminado com aquela pessoa, mas não terminou com Deus, com as famílias envolvidas, com a igreja e com a sociedade que também está observando o seu testemunho. É difícil evitar a aparência do mal quando um rapaz ou uma moça que mal acabaram de terminar um relacionamento de namoro, ou pior ainda, de noivado, poucos dias ou semanas depois, já estão envolvidos com outra pessoa. Tal comportamento depõe contra tudo que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, sincero e de boa fama como diz Filipenses 4.8 Lembre-se: “O seu compromisso com alguém não teve inicio com um “anel” chamado de “compromisso” e, sim, com Deus e Sua Palavra. O compromisso verdadeiro deve ser visto na sua vida antes do namoro, durante o namoro e após o rompimento do namoro”. Procure investir na sua vida espiritual, no serviço cristão e na amizade com pessoas do mesmo sexo. O momento requer prudência, sensibilidade, cuidados para não ferir ou magoar a outra pessoa com quem você compartilhou a sua vida e tempo. Entenda que a sua liberdade em Cristo não é para fazer o que você quiser, e sim para que você possa servir a Deus. A liberdade que você tem em Jesus Cristo lhe dá autonomia para fazer o que é certo, sem restrições de qualquer lei, e não permissão para fazer o que bem quiser: Gálatas 5.13 “Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus”. (I Pedro 2.16)”.

    Uma breve palavra sobre o noivado:

    Tudo que foi dito sobre o namoro vale para o noivado. Lembre-se, choca muito mais o rompimento de um noivado do que de um namoro. Portanto, só de um passo para o noivado com toda segurança e convicção possível. Porém, todos estão sujeitos a enganos, duvidas e situações que podem revelar o despreparo para o casamento. Caso isso ocorra, aplique na sua vida o que compartilhei sobre o rompimento do namoro, o mesmo vale para o rompimento do noivado.

    A seriedade do noivado

    No Antigo Testamento, o relacionamento pré-matrimonial entre dois jovens, deveria visar o casamento. O texto de Deuteronômio capítulo vinte e dois, versículos vinte e três a vinte e sete, mostra, o grau de fidelidade que a noiva devia ao seu futuro marido: “Se numa cidade um homem se encontrar com uma jovem prometida em casamento e se deitar com ela, levem os dois à porta daquela cidade e apedrejem-nos até a morte: a moça porque estava na cidade e não gritou por socorro, e o homem porque desonrou a mulher de outro homem. Eliminem o mal do meio de vocês. Se, contudo, um homem encontrar no campo uma jovem prometida em casamento e a forçar, somente o homem morrerá. Não façam nada à moça, pois ela não cometeu pecado algum que mereça a morte. Este caso é semelhante ao daquele que ataca e mata o seu próximo, pois o homem encontrou a moça virgem no campo, e, ainda que a jovem prometida em casamento gritasse, ninguém poderia socorrê-la”.

    No Novo Testamento, Mateus 18.18,19 e 20-25 mostram que José não queria difamar Maria e nem levá-la à morte. Planejou fugir, absorvendo toda culpa da gravidez, para que ela não fosse apedrejada até a morte, como a lei mandava, já que ele não tinha conhecido Maria como mulher e ela estava grávida: “Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Por ser José, seu marido, um homem justo, e não querendo expô-la à desonra pública, pretendia anular o casamento secretamente. Mas, depois de ter pensado nisso, apareceu-lhe um anjo do Senhor em sonho e disse: “José, filho de Davi, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo". Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”. Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: “A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe chamarão Emanuel”, que significa “Deus conosco”.  Ao acordar, José fez o que o anjo do Senhor lhe tinha ordenado e recebeu Maria como sua esposa. Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus.”

    O noivado é um compromisso espiritual. Se não há um ideal marcado pelas coisas da espiritualidade, vai ficar muito difícil, porque casamento não é apenas uma linha horizontal, é vertical também. E aí se observa que quando se traça a linha horizontal do relacionamento do casal e a vertical da relação com Deus, forma-se uma cruz. O casamento do cristão precisa também ser colocado na cruz de Jesus Cristo.

    O noivado é um compromisso social. Quem assume o noivado compromete-se com muitas pessoas, e não somente com o futuro cônjuge. Faz parte do noivado as famílias, igreja e amigos.

    O noivado é um compromisso moral. Ele envolve responsabilidade, por isso não é coisa de criança, e deve ser medido pela consciência de que Deus vê todos os atos.

    O noivado é um compromisso material. Então, não existe isso de dizer "nós nos amamos, e com ele ou com ela eu moro até debaixo do viaduto.." 

    O noivado não confere liberdades. Ainda são solteiros numa época de acertos mais profundos: “o casalzinho sente que Deus o guia, e entende, presume e assume que o casamento vai acontecer. Marcam então, seus encontros pela qualidade”.

    No Oriente, o noivado é quase tão definitivo como o próprio casamento. Na Bíblia a mulher comprometida em noivado era algumas vezes chamada de ‘esposa’ e estava obrigada à mesma fidelidade e o noivo era algumas vezes chamado de ‘esposo’.  O casamento reflete a relação entre Cristo e a Igreja, previsto desde a eternidade por Deus e que reveste o casamento de dignidade (Efésios 5.22-33).

    A celebração do noivado não deve ser motivo para uma grande festa, deixe-a para o casamento e capriche se puder fazê-lo! No noivado, o ideal é um jantar reservado, com a presença de parentes e amigos íntimos do casal, podendo ser na casa de uma das famílias. Convide apenas os parentes mais próximos e, caso já escolhidos, os padrinhos.

    Vale ressaltar que o noivado é um misto: última etapa da vida de solteiro e primeira da vida a dois. São 2/3 do caminho entre o namoro e o casamento. Há até, quem afirme que o ideal é namoro longo, mas noivado curto.
    Sobre o anel ou aliança

    Um dos momentos mais emocionantes da vida de uma mulher é quando ela recebe um anel de noivado, simbolizando um compromisso com o futuro do casal. Na antigüidade, era costume a troca de anéis de ouro, utilizados pelos gregos, em seguida pelos romanos, firmando-se como tradição na igreja.

    No século XV, nasceu a crença de que, no anular da mão esquerda, passa uma veia que vai diretamente ao coração, e que a forma circular do anel, sem começo nem fim, seria um prenúncio da continuidade do amor, lealdade e devoção ao longo da vida do casal. As alianças, como um círculo, envolvendo o dedo irrigado por uma artéria que vai direto ao coração, representam a união do casal. Alguns casais mandam gravar as iniciais do casal e a data do casamento.

    Aplicação final

    Como constatamos, a Bíblia não fala diretamente do namoro, mas apresenta o modelo do noivado que é o que mais se aproxima do namoro atual, em que dois jovens, se comprometem a buscarem a vontade de Deus juntos, quanto à possibilidade de casamento e caminham nessa direção. Como já destaquei, quando dois jovens começam a namorar, isso não significa absolutamente que eles irão casar. Mas, deve significar, pelo menos, que eles pensam em se casar. Entregar a mão e o tempo a uma pessoa com quem não se pensa em casar, é pecado.

    Quando o namoro busca o casamento, “elimina a idéia de curtição e acentua o seu caráter de preparação”. Pois o namoro “é uma fase de preparação para o casamento e mais uma oportunidade para o exercício da suprema tarefa da Humanidade, glorificar o nome de Deus”.

    Uma dica para aqueles que estão na “busca desesperada”, o Salmos 46.10 diz: “Aquietai-vos e sabei que eu Sou Deus”. Siga sua vida e concretize seus planos, o tempo certo chegará sem que você perceba, Deus é o Senhor do tempo, apenas tenha paciência e ele fará todas as coisas, orem e peçam sabedoria e discernimento, pois Deus dá livremente a todos que pedem.

    Entenda que é vontade de Deus que se acredite no amor! Aprenda a acreditar que o amor é uma liberdade, uma alegria, uma adesão, uma esperança, uma exigência, um sacrifício.  Amar é fazer ausência de si mesmo e presença do outro; amar é uma paz consigo mesmo, com o seu próximo e com Deus. O padrão de Deus para um namoro bem sucedido e fundamentado no amor é este:

    Espiritual = Forte  = Deus em primeiro lugar, nunca seu namorado (a).

    Vontade, emoções e mente = Dentro do plano de Deus.

    Corpo (físico) = Sob controle.

    Quando um namoro está fora do padrão de Deus, o que acontece é justamente o contrário:

    Espiritual = Fraco. “A sensibilidade espiritual está cauterizada”.

    Emoções, vontade e mente = Descontrolada.

    Corpo (físico) = sensual.

    Que Deus te abençoe no passo que você dará na direção do namoro. Acredito nos ensinos e no poder da Palavra de Deus! E você?

    Pr. Marcos Freire

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